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Tradições
São vários os momentos de festividade que ocorrem na freguesia do Coimbrão. Ao longo dos tempos muitos mantêm-se mas outros deixaram de se comemorar.
Começa-se as comemorações na passagem de ano, actualmente muito comemorada, mas que antigamente tinha como tradição acender-se uma fogueira no Natal, no centro da localidade, que ardia até ao Ano Novo e onde as pessoas aproveitavam para se juntar e conversar.
No Carnaval e Domingo Gordo, no Coimbrão festeja-se o Santo António . Onde a procissão percorria as principais ruas do Coimbrão, seguindo-se a venda dos andores  , quermesse e termina com um bailarico.
Terminado o Carnaval é iniciada a Quaresma, na Ervedeira mantém-se a tradição de cantar às almas, onde os homens se juntam e cantam. Fazendo o percurso a pé, o grupo pára em todas as habitações dos vários lugares, cantando e rezando às almas.
Durante o período da Quaresma não havia qualquer tipo de festa, terminando com a chegada do dia de Páscoa onde é tradição os afilhados irem a casa dos padrinhos buscar o folar
Maio é um mês com muitas tradições, algumas ainda se mantêm, no entanto outras foram-se perdendo com o passar dos anos. Todos os Domingos, o dia 1 de Maio bem como Quinta-feira da Ascensão ou Dia da Espiga são datas importantes para a região.
Em Junho festejava-se o S. João na Praia do Pedrógão.
Em Novembro as crianças vão a casa das pessoas pedir o "Bolinho de Pão de Deus" e celebra-se o dia de S. Martinho, em que as pessoas fazem castanhadas e provam o vinho que foi feito em Setembro.
O casamento no Coimbrão
Mais uma das muitas tradições no Coimbrão, são os seus casamentos possuidores de características muito peculiares. A característica que mais se destaca nesta tradição é o facto da boda do noivo ser realizada separadamente da boda da noiva.
Mezinhas
Em tempos idos, os cuidados médicos eram muito reduzidos, não só porque existia uma lacuna a nível de recursos humanos, como pelos acessos às localidades que eram precários e acima de tudo pela condição financeira das próprias populações.
A freguesia do Coimbrão não era excepção e só ia ao médico quem de facto estava com um estado de saúde muito débil, caso contrário, consultavam o enfermeiro local. No que respeita à saúde, a Praia do Pedrógão distinguia-se das outras localidades da freguesia, uma vez que, dada a sua condição de localidade piscatória, tinha posto médico próprio. Independentemente das condições das localidades da freguesia, o mais comum era as pessoas recorrerem à medicina popular, muitas vezes conhecidas como mezinhas.
Profissões
Como acontece em todas as sociedades são verificadas alterações ao longo dos tempos. A freguesia do Coimbrão não é imune a essas alterações, de qualquer modo ainda prevalecem algumas das profissões que foram durante muitos anos as principais fontes de rendimento da freguesia: Pescadores, Agricultores, Serradores, Comerciantes. Houve outras que desapareceram, como os boieiros, que trabalhavam na pesca (Arte Xávega) e outras que ganharam importância: pedreiros, pintores, canalizadores, (construção civil) e carpinteiros são alguns exemplos.
      
      
      
       
      
Trajes
Existem na freguesia do Coimbrão trajes que foram utilizados por gerações anteriores e que marcam ainda nos dias de hoje a identidade da freguesia.
Uma das características comuns entre o trajar do homem e da mulher é o facto de que havia distinção entre a roupa que era usada durante a semana, ou roupa de trabalho e a roupa de Domingo e que também era usada nas festas ou outras ocasiões mais solenes e especiais.
Considerando o baixo poder económico da maioria das pessoas, era comum as pessoas apenas terem um traje para a semana e um traje para o Domingo. O Domingo era por esta razão o dia escolhido para se ir lavar a roupa ao rio ou na pedra do poço, para dar tempo da roupa ficar seca.
Aliado aos trajes estão sempre duas profissões: a de costureira e a de alfaiate, pois as pessoas compravam o tecido e mandavam fazer a roupa à medida.
Em 2009 existem 2 alfaiates no activo no Coimbrão, apesar de hoje em dia, cada vez mais se recorrer ao pronto a vestir, esta profissão ainda vai resistindo.
    
Artesanato
Uma das várias identidades de um povo é o seu artesanato, que simboliza a cultura da sua região. O Coimbrão possui também várias peças e objectos muito características. Tais como as rodilhas , os seus abanadores ou até as tradicionais mantas , colchas e tapetes de retalhos.
As rodilhas eram utilizadas para auxiliar a manter o equilíbrio das coisas transportadas à cabeça, evitando a sua queda e não magoar quem levava a carga. Para tal eram usados ou peças de roupa enrolada ou então usava-se uma rodilha, que era feita com um pequeno entrelaçado de pedaços de tecido ou roupas que já não tinham outro uso.
Os Abanadores eram usados para avivar o fogo e que na Praia do Pedrógão eram feito de madeira que se encontram no pinhal e com penas de gaivota que se apanham ao longo da praia na altura do Inverno.Com recurso a pouco mais do que uma navalha e uns arames, é construído este tipo de abanador.
As Mantas , colchas e tapetes de retalhos surgiram na década de 30 pois um homem da Ervedeira que tinha emigrado para a Galiza, regressou à sua terra natal, casado com uma mulher da Galiza, que tinha um tear com o qual fazia mantas, colchas e tapetes. A Ti Gazuza ensinou a sua arte que requer tempo, imaginação e muita dedicação. |
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